O JPMorgan Chase está estruturando uma nova equipe de infraestrutura de software de inteligência artificial em Seattle. A iniciativa visa gerenciar a aplicação de IA nos data centers e provedores externos, controlando custos e protegendo a propriedade intelectual da instituição.
A diretora global de TI do banco, Lori Beer, afirmou que a instituição adota uma postura cautelosa em relação a riscos de dependência, risco estratégico e risco financeiro. A nova equipe não constrói data centers ou adquire hardware, mas atua no nível do software. Ela desenvolverá sistemas para definir se as cargas de trabalho de IA serão direcionadas aos próprios data centers do banco, a provedores de nuvem pública ou a fornecedores de computação especializados.
No âmbito dos agentes de IA, o banco construirá e possuirá o software de operação, mantendo os modelos de IA subjacentes como intercambiáveis. Isso permite que o banco alterne entre diferentes modelos conforme o mercado evolui. O foco em custos também é central, pois os engenheiros tendem a escolher modelos mais potentes, mesmo quando opções mais baratas cumprem a função.
O centro de tecnologia do banco em Seattle, que conta com cerca de 400 pessoas, está se preparando para se mudar para um espaço expandido no JPMorganChase Center. O CEO do banco, Jamie Dimon, informou que a instituição possui quase mil casos de uso de IA, sendo cerca de 50 considerados os mais importantes, abrangendo áreas como risco e fraude.

