Johnson & Johnson e Pfizer encerraram o primeiro trimestre de 2026 com resultados financeiros acima das expectativas. Enquanto JNJ elevou sua orientação e impulsionou o crescimento em oncologia, a Pfizer reforçou seu foco em obesidade e imunologia, apresentando estratégias de mercado diferentes.
A Johnson & Johnson registrou receita de US$ 24,062 bilhões, um aumento de 9,9%, impulsionada pela divisão Innovative Medicine, que alcançou US$ 15,426 bilhões (+11,2%). O crescimento foi notável em produtos como DARZALEX, que gerou US$ 3,964 bilhões (+22,5%), e TREMFYA, que subiu 68,3%. A empresa também aumentou sua orientação para US$ 100,8 bilhões em receita e US$ 11,55 em EPS ajustado.
A Pfizer reportou US$ 14,451 bilhões (+5,4%), com o setor de Oncologia crescendo 9% e Cuidados Especializados subindo 12%. O CEO Albert Bourla afirmou que a companhia está ‘posicionada para liderar’ em oncologia e obesidade. A estratégia da Pfizer inclui a aquisição de ativos de obesidade da Metsera por cerca de US$ 7 bilhões e a adição de um bispecífico PD-1 x VEGF da 3SBio.
As empresas adotam caminhos distintos. Joaquin Duato está reestruturando JNJ em seis áreas prioritárias, planejando desmembrar a DePuy Synthes em 18 a 24 meses. Por outro lado, a Pfizer busca consolidar sua aposta em tratamentos para obesidade, enquanto JNJ absorveu US$ 330 milhões em custos de litígio no primeiro trimestre, apesar de superar as metas.

