O volume de serviços no Brasil recuou 0,4% em maio de 2026, comparado a abril, segundo o IBGE. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) atribuiu o recuo ao endividamento de 81,6% das famílias brasileiras.
A CNC informou que o aperto financeiro impactou diretamente os serviços prestados às famílias, que registraram expansão moderada de apenas 0,2% em maio. A confederação disse que o segmento foi sustentado isoladamente pelas atividades de alimentação, enquanto o setor de alojamento acumulou queda no ano.
Os dados da CNC mostram que o endividamento das famílias se manteve em 81,6% em junho, estabilizando após cinco meses consecutivos de alta. Além disso, a CNC apontou dificuldades na oferta e infraestrutura de combustíveis, com o setor de transportes recuando 1,0% em maio devido ao aumento de custos operacionais e à menor demanda industrial.
A CNC declarou que o mercado de trabalho brasileiro gerou suporte ao consumo básico devido ao nível de emprego aquecido. Contudo, a confederação afirmou que o potencial de expansão do setor permanece limitado pelo alto custo do crédito e pelo endividamento recorde mapeado.

