Tripulantes de um voo comercial da SpaceX realizaram as primeiras radiografias para diagnóstico em órbita, utilizando um gerador portátil de raios-X digitais. O teste ocorreu durante uma missão de 3 dias e 14 horas, lançada em 31 de março de 2025, e os resultados foram publicados em 14 de julho de 2026.
Os exames foram conduzidos por membros da tripulação sem formação médica, que receberam apenas quatro horas de treinamento antes do lançamento. Cientistas dos Estados Unidos e do Canadá, com especialistas da Universidade de Stanford e da Mayo Clinic, lideraram a análise dos dados.
Os raios-X obtidos no espaço apresentaram qualidade de resolução e contraste equivalente aos realizados na Terra. O nível de radiação recebido pelos participantes também não excedeu o de exames clínicos convencionais. A principal dificuldade relatada foi o posicionamento dos participantes em microgravidade, o que causou uma leve redução na qualidade das imagens de tórax, abdômen e bacia, em comparação com as de mãos e braços.
A líder do estudo na Mayo Clinic, Sheyna Gifford, declarou que o dispositivo, batizado de SpaceXray, aprimora os cuidados médicos em viagens espaciais de longa duração. Ela explicou que o aparelho também funciona como ferramenta de inspeção para trajes e componentes eletrônicos sem necessidade de desmontagem, além de ter potencial uso em áreas de conflito ou comunidades com poucos recursos na Terra.

