Michael Brandmeyer, co-CIO da Goldman Sachs Asset Management, afirmou que as maiores empresas que operarão no espaço até 2050 não serão empresas espaciais. Ele explica que a órbita se tornará infraestrutura essencial para quase todos os negócios, seguindo um modelo similar ao da internet no início dos anos 2000.
Segundo Brandmeyer, os maiores beneficiados da infraestrutura orbital daqui a vinte e cinco anos serão gigantes de setores como logística, farmacêutico e industrial, que usarão o espaço como utilidade. Isso se alinha com temas de investimento atuais, como robótica, veículos autônomos e infraestrutura de IA na nuvem, que já alimentam a cadeia de suprimentos de satélites.
O cronograma de desenvolvimento aponta para módulos de estações espaciais comerciais nos próximos anos, com aplicações iniciais em pesquisa farmacêutica e manufatura em microgravidade. Uma base lunar está prevista para daqui a mais de uma década, e o pouso tripulado em Marte é vislumbrado no cenário de 2050.
A integração de inteligência artificial (IA) com dados de satélite é um tema de curto prazo relevante. Brandmeyer comentou que os satélites estão analisando dados e tomando decisões na Terra mais rápido, impulsionado por computação de borda autônoma em órbita. A aquisição da Aiir Innovations pela unidade Pratt & Whitney da RTX ilustra como a IA remodela a cadeia de valor aeroespacial, focando na manutenção de motores.


