O gasto com transporte ganhou peso no orçamento das famílias brasileiras, figurando entre as principais despesas mensais, segundo a 13ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem do Mercado de Trabalho, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O levantamento mostra que o custo dos deslocamentos teve a maior alta em comparação ao ano anterior.
O aumento do peso do transporte no orçamento é atribuído, segundo o superintendente adjunto do FGV Ibre, Rodolpho Tobler, ao encarecimento dos deslocamentos. Esse cenário reflete as oscilações no mercado internacional de petróleo, causadas pelo conflito no Oriente Médio, o que elevou os custos do transporte individual e coletivo.
A sondagem também indicou que o equilíbrio do orçamento doméstico se tornou mais difícil. Nos últimos três meses, 69,1% dos entrevistados conseguiram pagar despesas essenciais, número inferior aos 72,4% registrados em fevereiro. Tobler explicou que a pressão dos custos, e não necessariamente a redução da renda, dificulta o pagamento das contas.
Além da pressão financeira, a pesquisa revelou queda na satisfação no trabalho. No trimestre encerrado em junho, 64% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos com a ocupação, contra 68% em janeiro. O índice de insatisfação subiu de 5,7% para 6,9%, sendo a remuneração o fator mais citado para essa insatisfação.

