A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) abriu uma investigação interna para apurar quem vazou informações sobre viagens pessoais de seu presidente. A apuração resultou na demissão de dois funcionários do setor financeiro, enquanto o dirigente segue sob acusação de usar dinheiro da entidade para deslocamentos internacionais de familiares e de uma suposta amante, o que ele nega.
A crise de gestão envolve denúncias antigas. Em junho, a imprensa internacional noticiou que o presidente teria organizado uma viagem de luxo para Nova York para uma mulher apontada como suposta amante. A viagem, que durou oito dias, teria custado R$ 59.424,81, e o relato indicava que a despesa foi paga inicialmente com recursos da CBF.
Após ser confrontado, o presidente apresentou comprovante alegando ter assumido a fatura com recursos próprios. A CBF, por sua vez, negou o uso indevido de verba, afirmando que todas as despesas bancadas pela entidade têm ligação direta com atividades institucionais. A investigação também apurou que o dirigente teria organizado a agenda para evitar o encontro entre a esposa e a suposta amante nos Estados Unidos.
Além da questão financeira, há suspeitas de movimentação política interna. Há indícios de que um ex-presidente da entidade, destituído em 2025, estaria atuando nos bastidores. A demissão de dois funcionários do setor financeiro demonstra que a apuração segue em curso, apesar das negações do presidente e da entidade.

