O Brasil exportou 38,462 milhões de sacas de café na safra 2025/26, um volume 15,7% menor que o registrado na temporada anterior. Apesar da retração no embarque, a receita cambial alcançou US$ 14,595 bilhões, representando o segundo maior faturamento da série histórica.
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou os dados de fechamento da safra 2025/26, que se estendeu de julho de 2025 a junho de 2026. O faturamento de US$ 14,595 bilhões teve queda de apenas 1% em relação à safra 2024/25, impulsionado pelos elevados preços internacionais entre setembro de 2025 e janeiro de 2026.
O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, explicou que a redução no volume era esperada devido à menor disponibilidade de café no mercado. Ele afirmou que os estoques brasileiros diminuíram após embarques recordes de 2024 e que a safra de 2025 sofreu com adversidades climáticas. Ferreira também apontou gargalos logísticos nos portos como fator limitante, além do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos entre agosto e novembro do ano passado.
Apesar dos entraves, o preço médio das exportações atingiu US$ 379,48 por saca, o maior da história e 17,4% superior ao da safra anterior. Esse valor permitiu a receita recorde, caso os problemas logísticos não tivessem impedido o embarque de centenas de milhares de sacas. A Alemanha assumiu a liderança nas importações, superando os Estados Unidos, que ficaram em segundo lugar.

