Investigação aponta que alegações de contaminação de vacinas com metais pesados e elementos radioativos são falsas. Especialistas afirmam que vacinas passam por rigorosos testes de segurança e que microscópios biológicos não possuem capacidade de determinar a composição química dos produtos.
O vídeo que circula nas redes sociais mostra uma profissional de saúde alegando ter detectado óxido de grafeno, tântalo e elementos radioativos em vacinas. Contudo, especialistas confirmaram que um microscópio biológico comum apenas exibe formas e partículas, sem determinar a composição química. Para essa análise, são necessários métodos especializados, como a espectroscopia.
Um infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) explicou que o que aparece no microscópio pode ser material banal, como poeira ou fibras ambientais. Além disso, um médico infectologista declarou que não há evidência científica de contaminação sistemática das vacinas. Ele afirmou que as agências regulatórias reprovariam qualquer vacina com elementos radioativos ou metais pesados detectáveis.
As alegações sobre a situação na Bolívia também foram desmentidas. A afirmação de que 70% da população boliviana tem tuberculose não corresponde aos dados do Ministério da Saúde da Bolívia, que registra taxa de 0,091% de incidência da doença.

