O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a elevação temporária do teor de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A resolução, que dependia de aval de 17 ministérios, terá vigência de 180 dias e pode ser prorrogada uma vez.
A decisão, anunciada em abril, foi validada pelo colegiado. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o aumento da mistura deve fazer com que o país deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina anualmente.
O MME conduziu testes e afirmou que os ensaios em veículos comprovaram que a adaptação ao teor de 32% não gera impactos relevantes no desempenho, dirigibilidade, emissões ou consumo de combustível. Tecnicamente, a mudança poderia ocorrer desde o ano passado.
O fator decisivo para a aprovação foi a crise no Oriente Médio, que gerou volatilidade nos preços do petróleo. A nota técnica do MME considerou o diferencial de custos, indicando que o biocombustível se tornou mais competitivo e que a medida tende a reduzir o custo médio da gasolina ao consumidor.

