Os ETFs SPDR S&P Oil & Gas Exploration & Production (XOP) e VanEck Oil Services (OIH) apresentam trajetórias distintas no mercado de energia. Enquanto o XOP foca em empresas produtoras, o OIH investe em prestadores de serviços de campo, como empresas de perfuração e equipamentos.
A diferença de exposição explica o desempenho recente dos fundos. O OIH registrou alta de 34,46% no ano, contra 32% do XOP. O XOP segue um índice de peso igual, o que distribui o risco entre grandes e pequenas produtoras, como Exxon Mobil e Gulfport Energy. Já o OIH é concentrado, com peso modificado, e detém cerca de 26 empresas de serviços, incluindo SLB e Halliburton.
Em períodos de alta do barril, como quando o WTI atingiu US$ 114,58 em abril de 2026, o OIH teve um retorno de 60,24% no ano, superando os 17,33% do XOP. Contudo, quando o preço caiu para US$ 84,65, o OIH recuou 9,48% em uma semana, enquanto o XOP subiu 6,15%. Isso indica que o OIH se beneficia de ciclos de capital de investimento duradouros, enquanto o XOP responde mais rapidamente a picos de preço.
Em uma perspectiva de dez anos, o XOP acumulou 29,78%, enquanto o OIH registrou queda de 22,3%. A escolha entre os veículos depende da aposta do investidor: o XOP é visto como mais estável para capturar fluxo de caixa imediato, e o OIH é uma aposta no retorno de gastos de capital do setor.

