O governo brasileiro mapeia uma estratégia de reação após os Estados Unidos confirmarem novas tarifas de 25% sobre produtos exportados. Em reunião com ministros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou a retaliação como o caminho mais provável, enquanto aguarda lista oficial para negociação de exceções.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que 4,1 mil produtos brasileiros exportados aos EUA podem ser afetados pela nova taxação. O governo brasileiro, contudo, ainda aguarda o comunicado oficial para iniciar negociações. A partir da lista, será possível pleitear que itens estratégicos sejam incluídos na lista de exceções, que já abrange 73 produtos, como café e carnes.
Outra via considerada é o diálogo com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A retaliação é uma opção avaliada desde junho. Bastidores do governo citam a propriedade intelectual como possível alvo de represália contra a atitude dos EUA.
O Brasil também pode aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada no ano passado. Essa lei permite respostas a medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade internacional. As contramedidas incluem impor tarifas sobre importações, suspender concessões comerciais e aplicar restrições à propriedade intelectual.

