A Fiesp criticou a atuação diplomática do governo brasileiro e afirmou que a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros poderia ter sido evitada. A medida, confirmada pelo USTR, prejudica a competitividade do país e soma-se a desafios fiscais das empresas.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lamentou a aplicação da sobretaxa às exportações brasileiras ao mercado norte-americano. Segundo a entidade, a decisão unilateral reduz a competitividade do país frente a concorrentes globais. A Fiesp alegou que a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução “técnica e pragmática” por parte do governo brasileiro.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, declarou que o mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Ele classificou o novo imposto como um “pedágio” adicional para empresas que já enfrentam alta carga tributária e taxas de juros elevadas. A nota da Fiesp apontou que a opção do governo brasileiro por “ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington” minou vínculos bilaterais.
A tarifa de 25% foi proposta em 1º de junho de 2026, após o USTR concluir investigação da Seção 301 contra o Brasil. O governo norte-americano justificou a medida como resposta a práticas comerciais injustas, listando temas como comércio digital e desmatamento ilegal. Em audiências públicas realizadas em julho, o governo brasileiro não enviou representantes para discursar.

