O governo brasileiro reagiu ao anúncio de uma tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como um “marco lastimável” nas relações bilaterais. O governo informou que acionará a Lei de Reciprocidade e recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC).
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) aplicará a sobretaxa com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O órgão alegou que o Brasil adota práticas consideradas “irracionais ou discriminatórias” que prejudicam empresas norte-americanas, citando barreiras comerciais, propriedade intelectual, serviços digitais, etanol e desmatamento.
Em resposta, o governo brasileiro declarou não reconhecer a legitimidade da investigação do USTR. O Planalto afirmou que os dados do governo norte-americano demonstram um superávit de US$ 424,5 bilhões dos EUA no comércio com o Brasil nos últimos 15 anos. A administração brasileira também classificou como “absurdas” as acusações ambientais.
Para mitigar os impactos, o governo anunciou que buscará ampliar mercados por meio de acordos do Mercosul com a União Europeia, Efta e Singapura. Além disso, iniciará imediatamente os procedimentos da Lei de Reciprocidade e retomará o caso no mecanismo de solução de controvérsias da OMC.

