A China implementou uma nova regulamentação que encerra a oferta de companheiros virtuais gerados por inteligência artificial. A medida, que entrou em vigor nesta quarta-feira, visa conter a dependência emocional dos usuários em relação a chatbots que simulam relacionamentos românticos.
As novas diretrizes determinam que as ferramentas interativas de IA não devem induzir ao vício ou prejudicar as relações interpessoais reais. Empresas do setor, como Doubao, da ByteDance, Qwen, da Alibaba, e Yunbao, da Tencent, suspenderam seus recursos de companheiros virtuais antes do prazo estabelecido.
O setor de “humanos digitais” chinês movimentou 4,1 bilhões de yuans em 2024, com crescimento de 85% em relação ao ano anterior, segundo a agência estatal Xinhua. A regulamentação abrange IA em texto, áudio e vídeo com características antropomórficas, mas não afeta serviços de assistência ou estudo.
Especialistas apontam que, embora a IA antropomórfica possa aliviar a solidão, ela também apresenta riscos de dependência afetiva excessiva. A China é a primeira grande economia a adotar regras específicas para ferramentas de IA imersiva que simulam laços românticos ou familiares.

