A Equatorial Goiás divulgou dados do primeiro semestre de 2026 que mostram mais de 70 mil clientes foram afetados por pipas próximas à fiação elétrica no estado. O levantamento indica que a maior concentração de ocorrências ocorre na região metropolitana da capital, onde quatro cidades somam 55% dos registros.
O aumento de casos foi notado em abril, quando os registros saltaram 45% em comparação com março, totalizando 32 ocorrências. Maio registrou 129 casos, e junho fechou o mês com 112 registros de quedas de energia. Segundo o gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima, a concentração nos grandes centros acompanha a maior densidade populacional e o uso intenso dos espaços urbanos.
Goiânia lidera o impacto com 63 ocorrências, representando cerca de 26% do total estadual. Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade completam o grupo que soma 55% dos problemas. A distribuidora orienta a população a soltar pipas em locais abertos e distantes da rede elétrica para reduzir riscos de acidentes.
Além do risco elétrico, a legislação combate o uso de cerol e linha chilena. A Lei Estadual nº 20.454/2019 proíbe a fabricação, comercialização e posse desses materiais em Goiás. Vinicyus Lima declarou que o uso desses compostos cortantes representa um risco gravíssimo de acidentes fatais, tanto para a população quanto para as equipes de campo.

