A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou preocupação com a imposição de uma tarifa adicional de 25% pelo governo dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. A entidade pediu que o Brasil priorize a negociação bilateral para evitar a escalada de tensões comerciais.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), a Faesp defendeu que a atuação diplomática brasileira seja técnica e desvinculada de disputas político-partidárias. A federação argumenta que as relações comerciais devem ocorrer por diálogo e previsibilidade, e não por medidas unilaterais seguidas de retaliações.
A entidade afirmou que o setor produtivo nacional cumpre exigências sanitárias e ambientais internacionais, investindo em rastreabilidade e competitividade. Segundo o comunicado, “Não é o produtor rural quem decide em Washington e ainda assim é ele quem paga a conta de decisões tomadas fora de seu alcance”.
A Faesp destacou que a retaliação inconsequente, motivada por embate político, gera maior insegurança jurídica e custo para o produtor. A entidade citou que o Representante Comercial dos Estados Unidos condicionou revisões das medidas à ausência de retaliação brasileira, mantendo o canal de diálogo aberto.

