A Copa do Mundo FIFA 2026 pode ter sido o primeiro grande teste de defesas antidrones em larga escala nos Estados Unidos. A Administração de Segurança no Transporte (TSA) informou que 600 veículos aéreos não tripulados foram apreendidos desde o início da competição, em 11 de junho.
As restrições de voo foram impostas pela Administração Federal de Aviação (FAA) ao redor de estádios e locais de eventos. As regras de bloqueio temporário se aplicam três horas antes e depois de cada jogo agendado. Infrações podem gerar multas civis de até US$ 75 mil e multas criminais de até US$ 100 mil.
O desafio logístico é grande, pois a Copa envolve 11 áreas metropolitanas ao longo de 39 dias. Um pesquisador associado ao Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) explicou que as zonas de exclusão aérea se estendem por cinco quilômetros e meio ao redor de cada arena. Ele afirmou que a ameaça mais provável não foi um atacante sofisticado, mas a imprudência de amadores.
A prática de incursões de drones tem crescido exponencialmente. Enquanto estádios da NFL registraram cerca de uma dúzia de incidentes em 2017, a liga contabilizou 2.845 incidentes em 2023. Para os EUA, a preferência é capturar drones em vez de destruí-los, devido ao risco de destroços sobre multidões.

