Uma formação de pedra no fundo do mar, próxima à ilha de Yonaguni, no Japão, gera debate há 40 anos sobre sua origem. A estrutura, apelidada de “Atlântida do Japão”, é estudada para determinar se foi criada pela natureza ou modificada por uma civilização antiga.
A estrutura, descoberta em 1986 por um guia de mergulho, apresenta grandes blocos de rocha com formas que lembram degraus e paredes. O local, no extremo oeste do Japão, passou a ser associado à lendária cidade perdida do oceano.
Um geólogo da Universidade das Ilhas Ryukyu defende que o monumento pode ter sido construído por seres humanos há milhares de anos. Segundo ele, a estrutura teria ficado submersa após o aumento do nível dos oceanos no fim da última Era do Gelo. Ele apontou que características como degraus e linhas retas são difíceis de explicar apenas por processos naturais.
Contudo, outros pesquisadores discordam dessa hipótese. Um professor de Ciências Naturais concluiu que a formação é resultado de processos naturais, como a quebra de arenito e lamito. Esse processo pode criar superfícies retas e formas organizadas sem interferência humana, embora ele não descartou o uso da formação por povos pré-históricos.

