Os Estados Unidos negaram intenção de descontinuar o Pix, apesar de ter sido alvo de reclamações americanas e incluído em investigação do USTR. A medida ocorre após o anúncio de um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.
Um alto funcionário do governo americano declarou que os EUA não desejam que empresas americanas fiquem em desvantagem frente a um sistema estatal, defendendo que todas as empresas concorram sob as mesmas condições comerciais. O representante dos EUA reconheceu a relevância do Pix para os brasileiros, mas afirmou que empresas americanas não seriam obrigadas a promover ou utilizar o sistema.
Durante as audiências da seção 301, brasileiros e americanos defenderam o Pix como infraestrutura pública que aumentou a concorrência e reduziu custos. Em resposta ao tarifaço, o governo brasileiro reiterou a defesa da ferramenta, afirmando que “o Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital”.
O sistema Pix consolidou-se no Brasil, atingindo 313,3 milhões de transações em um dia em dezembro do ano passado e contando com mais de 170 milhões de cadastrados. A ascensão de sistemas soberanos, como o Pix, é vista por autoridades brasileiras como um desafio à supremacia dos EUA e um risco para o duopólio americano de pagamentos, Visa e Mastercard.

