O setor cafeeiro celebrou a inclusão do café solúvel brasileiro na lista de produtos isentos do novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos. A medida assegura o acesso do produto ao maior mercado consumidor global, que antes enfrentava uma sobretaxa que elevaria a alíquota para 35%.
O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, afirmou que a isenção resultou de mais de 100 reuniões com representantes dos ministérios da Agricultura, do Tesouro e do Comércio norte-americano, iniciadas em setembro do ano passado. Segundo Matos, a atuação da National Coffee Association, do Cecafé e da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel gerou um “reconhecimento de um trabalho com resultado concreto”.
Os Estados Unidos são o maior importador mundial de café, e o produto brasileiro é considerado essencial para a indústria local, especialmente para categorias como Ready-to-Drink (RTD) e café cold brew. Em 2025, o Brasil exportou 558.740 sacas de café solúvel para o país, mantendo a relação comercial que movimenta entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões anualmente.
Em 2025, a produção total de café solúvel atingiu 4,858 milhões de sacas de 60kg. Embora as exportações tenham recuado em volume, a receita cambial totalizou US$ 1,099 bilhão. O Brasil responde por mais de 30% das importações totais de café solúvel sem sabor dos Estados Unidos nos últimos cinco anos.

