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Leitura: Servidoras do TJ-PB são condenadas por racismo religioso
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Justiça

Servidoras do TJ-PB são condenadas por racismo religioso

Carla Fernandes
Última atualização: 16 de julho de 2026 11:30
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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Uma assistente social e uma psicóloga do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) foram condenadas por racismo religioso. A sentença, proferida em João Pessoa, estabeleceu pena de um ano de reclusão, substituída por prestação de serviços à comunidade, após recomendarem que uma mãe não levasse os filhos a um terreiro de umbanda.

As profissionais responderam à ação após denúncia do Ministério Público da Paraíba (MP-PB), baseada na Lei do Racismo. O processo se concentrou em um relatório psicossocial de 2015, no qual as servidoras orientaram a mãe a evitar o terreiro para prevenir divergências com a família paterna, de religião evangélica.

O juiz Giovanni Magalhães Porto, da 5ª Vara Criminal, considerou a orientação discriminatória por restringir apenas a prática religiosa da mulher. A decisão também apontou que a psicóloga foi alvo de ofensas, como a frase “Chegou a macumbeira”, e impediu a entrada da vítima em sala de atendimento devido às vestimentas de sua iniciação no Candomblé.

O magistrado ressaltou que o pai das crianças afirmou em depoimento à Corregedoria nunca ter se oposto à religião da ex-companheira ou à presença dos filhos no terreiro. As condenadas também deverão pagar multa, e o caso ainda permite recurso.

TAGGED:assistente-socialcondenaçãojustiça-paraíbaPsicologiaracismo religiosoterreiro-de-umbanda
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