O índice Russell 2000 registrou alta de 20% em 2026, marcando o melhor desempenho anual em 23 anos. O crescimento supera o S&P 500, que subiu 11%, e o grupo de líderes de tecnologia, que avançou 4%. A liderança do índice se deve ao foco do mercado em empresas menores ligadas à infraestrutura de inteligência artificial.
O mercado de ações tem direcionado investimentos para empresas que podem transformar gastos com inteligência artificial em receita e fluxo de caixa. Contudo, em 2026, o movimento de investidores se expandiu para além das grandes empresas de tecnologia. O rali migrou para companhias menores posicionadas para se beneficiar da expansão da infraestrutura de IA, colocando as ações de pequena capitalização em posição de destaque.
Dados de HSBC indicam que a lógica tradicional de investimento foi invertida no Russell 2000 desde meados de 2025. Empresas sem lucro apresentaram um retorno de 154% desde esse período, em comparação com 34% de empresas com lucro. Isso demonstra que o mercado está valorizando a exposição à IA, e não apenas o resultado financeiro atual.
A expansão da IA exige centros de dados, equipamentos de rede, sistemas de refrigeração e software especializado. Essas oportunidades estão fora dos gigantes tradicionais. As empresas de tecnologia e infraestrutura que fornecem essas ferramentas têm atraído interesse, mesmo com resultados negativos atuais. O mercado aposta que os prejuízos atuais são investimentos antecipados à demanda futura.

