BNY Mellon e State Street registraram resultados recordes no primeiro trimestre de 2026, impulsionados pelo aumento da atividade de clientes e volumes de câmbio. A comparação entre as empresas revela divergências estratégicas, com a BNY Mellon apresentando margens de lucro superiores e um modelo baseado em plataformas e inteligência artificial.
A BNY Mellon reportou receita de US$ 5,409 bilhões e margem pré-impostos de 37%, com crescimento de 42% no lucro por ação ajustado, atingindo US$ 2,25. O diretor executivo, Robin Vince, declarou que a BNY Mellon “entregou o melhor desempenho de vendas trimestral em nossa história”. A receita de serviços de ativos saltou 22%, e a gestão de liquidação e colateral ganhou 15%, indicando o funcionamento de um motor diversificado.
Em contraste, a State Street registrou receita de US$ 3,80 bilhões e margem pré-impostos ajustada de 29,0%. Embora as taxas de serviço tenham subido 10,5% e as taxas de gestão tenham crescido 23%, a empresa absorveu US$ 89 milhões em encargos de reposicionamento de pessoal. A análise aponta que a BNY Mellon oferece margem líquida de 26,4% e retorno sobre o patrimônio líquido de 12,4%, superando os 19,5% de margem e 10,4% de retorno da State Street.
A BNY Mellon opera um modelo de plataformas com mais de 220 soluções de IA empresarial em produção, sendo 40% do código desenvolvido por IA no último trimestre, o que representa um fator de custo real. A State Street, por sua vez, expande produtos, mas adicionar veículos de baixa taxa para defender participação pode diluir as margens desejadas pelos investidores.

