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Economia

Negociações de tarifas não são prioridade do Brasil antes das eleições

Carla Fernandes
Última atualização: 16 de julho de 2026 17:40
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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Negociações sobre tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a cerca de 3 mil produtos brasileiros não serão prioridade do governo antes das eleições, segundo Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior. Ele afirma que o Brasil deve concentrar esforços no pleito, enquanto os EUA priorizam outras discussões internacionais.

Barral, consultor da BMJ, projetou que os avanços nas tratativas comerciais podem demorar até o próximo ano. Ele explicou que o Brasil deve aplicar a Lei da Reciprocidade como retaliação, mas esse processo é lento, pois exige consulta pública e análise da Câmara de Comércio Exterior (Camex) sobre os impactos.

A Câmara do Comércio Americana informou que o ‘tarifaço’ afeta US$ 11 bilhões em exportações do agronegócio e da indústria. O diplomata Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda, declarou que as tarifas foram aplicadas por motivos político-ideológicos contra o presidente Lula. Ele sugeriu que o Brasil busque compensar perdas em mercados asiáticos, que representam cerca de 50% das exportações.

Ricupero avaliou que a normalização das relações comerciais com os Estados Unidos só deve ocorrer na era pós-Trump. Ele também mencionou que os EUA aplicam medidas tarifárias contra diversos países, e que as negociações, embora continuem, serão longas e envolverão ameaças mútuas.

TAGGED:brasil-euaComércio exteriorEleiçõesnegociacoes-internacionaistarifas-comerciais
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