As reservas de terras raras de Goiás ganham relevância geopolítica diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Luiz Antônio Vessani, presidente do Sindicato das Indústrias de Mineração Goiás e Distrito Federal (Minde), afirmou nesta quinta-feira, 16, que o Brasil pode usar o mineral em negociações, mas precisa de uma política industrial nacional definida.
Vessani explicou que a estratégia norte-americana visa manter o protagonismo mundial, aproveitando a carência de terras raras, pois os EUA desmobilizaram sua capacidade de produção. Segundo o presidente do Minde, a ausência de taxação sobre esses minerais críticos sinaliza sua importância estratégica para os Estados Unidos.
Contudo, ele ponderou que a posição brasileira é defensiva, pois falta clareza em uma política nacional para utilizar o recurso no contexto do “tarifaço”. O dirigente declarou que negociar é diferente de confronto, e que o potencial brasileiro exige uma visão industrial estruturada.
O presidente do sindicato defendeu que o país deve focar em produtos de maior valor agregado, como ímãs e baterias, e não apenas na extração do minério. Ele alertou que a indústria brasileira perde participação no Produto Interno Bruto (PIB), o que compromete qualquer avanço na cadeia de valor. Vessani concluiu que o Brasil deve estimular a industrialização sem prejudicar a mineração.

