A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE, aponta que cerca de 30% dos estudantes de 13 a 17 anos relatam sentir-se tristes sempre ou na maior parte do tempo. Este dado leva especialistas a investigar a relação entre o uso intensivo de redes sociais e a saúde mental dos jovens.
O ambiente digital, com plataformas como Instagram, TikTok e X, gera desafios para famílias e educadores. A exposição contínua a conteúdos idealizados e a busca por validação online moldam a percepção dos adolescentes sobre si mesmos e sobre o mundo. O impacto negativo ocorre por mecanismos como a comparação social constante, que gera sentimento de inadequação, e a economia da atenção, que vincula a autoestima à aprovação alheia.
Outros fatores de risco incluem o cyberbullying e o discurso de ódio, que afetam o bem-estar emocional dos adolescentes, e a qualidade do sono, pois o uso de telas antes de dormir interfere na produção de melatonina. A imprensa aponta que esses pontos são cruciais para identificar os riscos.
Pais e responsáveis devem monitorar sinais de alerta. É necessário atenção se o jovem apresentar isolamento de amigos e da família, irritabilidade excessiva ou alterações de humor frequentes. Outros indicadores são a perda de interesse em atividades prazerosas, mudanças no apetite ou nos padrões de sono, e queda no rendimento escolar sem justificativa aparente.

