O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou como inaceitáveis e ofensivas declarações recentes do Secretário de Estado dos Estados Unidos. As falas ocorreram após os EUA confirmarem a aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, gerando tensão diplomática.
Vieira afirmou que o Secretário de Estado atacou o chefe de Estado de um país amigo de forma grosseira e arrogante. O chanceler criticou as afirmações do secretário, que alegou que as políticas econômicas do governo brasileiro são “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros” e acusou o presidente de não negociar de boa-fé.
O ministro explicou que o governo brasileiro buscou o diálogo, mantendo mais de 30 reuniões desde março de 2025 para buscar alternativas à imposição de tarifas. Segundo Vieira, a medida de 25% não possui justificativa factual e foi motivada politicamente, incluindo uma “tentativa de interferência dos Estados Unidos no Judiciário brasileiro”.
Vieira acrescentou que o Brasil não aceitou demandas de abertura total de setores econômicos sem contrapartida. Ele citou que os EUA acumularam US$ 424 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos, e que em 2025, 76% das importações dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação.

