Uma nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre a maioria dos produtos brasileiros afeta toda a cadeia produtiva nacional, e não apenas o setor de vestuário. A medida, que entra em vigor em 22 de julho, gera preocupação entre indústrias que dependem das exportações para manter produção e empregos.
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) avalia que os efeitos das sobretaxas americanas ultrapassam as roupas exportadas. A entidade alerta que a diminuição das vendas externas pode levar empresas a reduzir pedidos de insumos, como fios e tecidos, o que desacelera etapas da indústria e afeta investimentos e geração de empregos.
O setor de calçados também projeta prejuízos. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) estima que as exportações do setor cairão 7,1% até o fim de 2026. Este percentual é superior à queda de 3,6% esperada antes do anúncio da tarifa, visto que os calçados brasileiros não foram incluídos nas exceções americanas.
As tarifas foram oficializadas pelo governo americano após investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da legislação comercial do país. Apesar de algumas isenções, segmentos como vestuário e calçados permanecem sujeitos à cobrança adicional de 25%, pressionando as exportações nacionais.

