O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2027 deve prever um aporte da União nos Correios para auxiliar na recuperação da estatal, que atravessa sua pior crise. A capitalização necessária, prevista em pelo menos R$ 6 bilhões até o fim de 2027, ainda depende da definição orçamentária.
Apesar da necessidade de aporte, a equipe econômica afirmou que será preciso avaliar o espaço fiscal disponível para acomodar o gasto. Uma possibilidade é que o projeto preveja um valor menor, que possa ser complementado posteriormente, pois a alocação é vista como essencial para a sustentabilidade da empresa.
Os Correios registraram perdas significativas, atingindo R$ 8,5 bilhões em 2025, o pior resultado histórico. O rombo no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 3,1 bilhões, e a empresa projeta retorno ao lucro somente em 2027. Além do aporte, estão em negociação R$ 7 bilhões com bancos estrangeiros, como BofA e Citi, com garantia da União.
O novo crédito deve somar-se à operação de R$ 12 bilhões fechada no ano passado com bancos nacionais. O contrato de crédito terá prazo de pagamento de 15 anos e juros de 115% do CDI. O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia alertado o governo sobre a gestão do primeiro empréstimo, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão.

