O economista Marcos Troyjo afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma atuação protocolar diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Troyjo declarou que o setor empresarial assumiu o protagonismo na defesa do país, enquanto o governo não apresentou propostas concretas para reduzir as barreiras norte-americanas.
Troyjo, ex-secretário especial de Comércio Exterior, disse que o governo realizou um “jogo essencialmente coreografado, protocolar, de responder aqui e ali”. Ele contrastou essa postura com a de outros países, citando que indianos receberam delegações americanas em Nova Delhi para negociar tarifas.
O economista declarou que as exceções concedidas a setores foram motivadas pela necessidade do mercado norte-americano, e pela mobilização direta das empresas exportadoras. Troyjo afirmou que o setor privado reduziu parte dos prejuízos, mas ressaltou que “certas funções negociadoras que cabem ao governo e são insubstituíveis”.
Além disso, Troyjo criticou o tom adotado pelo presidente Lula contra o presidente Donald Trump e sua administração. Segundo o economista, a retórica política agravou o ambiente desfavorável à negociação. Ele também apontou que o Brasil desperdiça oportunidades, visto que representa apenas cerca de 1% das compras anuais dos EUA, que somam entre 3,7 trilhões e 4 trilhões de dólares.

