A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) protocolou três ações judiciais contra a Master Corretora e gestoras de fundos de investimento. As medidas visam apurar perdas de R$ 641,4 milhões sofridas pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).
As ações se concentram em aportes feitos pelo Rioprevidência em dois fundos ligados ao conglomerado, atualmente em liquidação extrajudicial: Revolution e Texas I FIA. No caso do Texas I FIA, a PGE alega que a perda decorre de uma “compra coordenada” de ações da Ambipar. A petição sustenta que, entre julho e agosto de 2024, a gestora Trustee DTVM teria comprado maciçamente os papéis, inflando artificialmente o preço.
A Procuradoria afirma que o Rioprevidência foi “vítima de uma armadilha arquitetada” pela administração do Texas I FIA, que vendeu cotas de um fundo lastreado em uma ação “desprovida de fundamento”. Além disso, a PGE aponta irregularidades no fundo Revolution. Segundo a ação, a Acura votou favoravelmente a alterações no regulamento do FIDC Eicon, prejudicando cotistas, como o Rioprevidência, que detém 10,7% do fundo.
Os valores alvo das medidas cautelares somam R$ 616,6 milhões, referentes aos investimentos nos dois fundos. A PGE solicita bloqueio de ativos via Sisbajud e indisponibilidade de bens dos réus, incluindo imóveis, veículos e criptomoedas.


