O arquipélago dos Bijagós, em Guiné-Bissau, possui ecossistemas ricos sustentados pelo movimento das marés. As marés expõem bancos de areia e lama que servem de parada para aves migratórias e abrigam vida marinha, conforme dados de 2025.
O ritmo constante das marés, que sobem e descem duas vezes ao dia, molda a paisagem das 88 ilhas e ilhotas do arquipélago. Durante a maré baixa, bancos de lama e areia emergem do mar, permitindo que invertebrados se alimentem. Este ambiente sustenta cerca de 870 mil aves migratórias, tornando a área um ponto de alimentação crucial na África Ocidental.
O local, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 2025, protege o único delta ativo na costa atlântica africana. A combinação de marés, sedimentos fluviais e correntes costeiras gera ecossistemas produtivos. Durante a maré alta, manatins e golfinhos se aproximam das ilhas, enquanto dezenas de milhares de tartarugas marinhas buscam praias para desovar.
Estudos de 2025 indicaram que a região possui um intervalo de maré de até 7 metros, um dos maiores da África Ocidental. Esse fenômeno é resultado da geometria rasa da plataforma continental e do estuário. A sobrevivência dos filhotes de tartaruga verde é baixa, com menos de 1% atingindo a idade adulta, apesar da importância do local para a reprodução.

