O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de um vídeo que associa um senador e pré-candidato ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi tomada após a publicação do material por um influenciador digital em 26 de junho, que citava investigações da Polícia Civil de São Paulo.
Nunes Marques fundamentou a determinação no fato de que as investigações em andamento não permitem estabelecer uma ligação direta entre o grupo criminoso e a família do político. O ministro do TSE afirmou que o vídeo não se configura apenas como ironia ou interpretação política, mas também dissemina fatos “notoriamente inverídicos ou descontextualizados”.
O magistrado explicou que há uma diferença normativa entre relatar a existência de uma investigação de terceiros e atribuir, de forma definitiva, a autoria pessoal de um crime patrimonial ao pré-candidato. Em nota, o Partido Liberal (PL) declarou que a medida representa mais um capítulo de uma ofensiva jurídica contra conteúdos considerados falsos ou manipulados envolvendo o pré-candidato.

