O segmento de livros, jornais, revistas e papelaria registrou alta de 15,2% em maio, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. O aumento nas vendas foi atribuído à procura por álbuns e figurinhas da Copa do Mundo. O comércio brasileiro, no geral, manteve-se estável no mês.
A alta expressiva no setor de papelaria ocorreu apesar da estabilidade geral do comércio nacional em maio, que teve expansão de apenas 0,1% em relação ao mês anterior. Segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa, o sucesso dos álbuns e figurinhas da Copa impulsionou o segmento. Além disso, o grupo móveis e eletrodomésticos cresceu 8,8%, e as vendas de tecidos, vestuário e calçados subiram 3,1%.
O economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, afirmou que a tendência é de recuperação nas vendas nos próximos meses. Ele explicou que as transferências fiscais do governo federal para famílias de baixa renda aumentam a propensão ao consumo. O Goldman Sachs citou programas de crédito direcionado e aumento de faixas de isenção do Imposto de Renda como fatores de apoio à renda real.
Entretanto, o consumo enfrenta restrições no país. Ramos declarou que as altas taxas de juros, a inflação elevada e o alto nível de endividamento das famílias limitam o gasto dos consumidores brasileiros.

