O presidente Donald Trump levantou dúvidas sobre a segurança das próximas eleições de meio de mandato ao detalhar alegações de vulnerabilidades no sistema de votação e interferência chinesa. O pronunciamento ocorreu na Casa Branca, onde ele afirmou que os Estados Unidos enfrentam um desafio de garantir eleições justas e honestas.
Durante o discurso, Trump mencionou relatórios de inteligência desclassificados que apontavam para vulnerabilidades no sistema eleitoral, além de supostos esforços da China para obter dados de eleitores americanos e alegações de mais de 200 mil não cidadãos nos cadastros de Michigan. O pronunciamento, com duração de cerca de 25 minutos, também abordou ataques cibernéticos na Venezuela.
Apesar das alegações, muitos dos documentos apresentados pareciam incompletos ou continham informações antigas, com alguns arquivos datando de 2016. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, classificou o discurso como uma tentativa de desviar a atenção dos eleitores das dificuldades da administração. Trump, por sua vez, declarou que “Grandes danos foram causados ao nosso país. Nossas eleições ficaram vulneráveis a fraudes e roubos, e a confiança do povo americano foi perdida”.
Estados como Michigan e Pensilvânia emitiram declarações refutando as alegações do presidente e defendendo a integridade de seus sistemas. O secretário de Estado republicano da Pensilvânia, Al Schmidt, rebateu a sugestão de voto de não cidadãos e convidou autoridades americanas a compartilhar metodologias para análise.

