A inadimplência de pessoas físicas no Rio Grande do Sul recuou em junho, segundo levantamento da Assessoria Econômica da CDL de Porto Alegre, com a taxa caindo para 37,06%. O índice de adultos com restrições em crédito diminuiu 0,15 ponto percentual no estado, e 0,29 ponto percentual na capital.
O movimento de redução é o segundo mês consecutivo em ambos os recortes, uma tendência não vista desde 2024. Contudo, os indicadores permanecem em patamares historicamente elevados, representando os terceiros maiores níveis da série iniciada em 2022, o que aponta o endividamento familiar como desafio econômico.
A CDL POA avalia que a melhora é conjuntural, ligada aos programas de renegociação de dívidas do governo federal. O economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, comentou que a redução alivia famílias, mas não resolve causas estruturais. Ele afirmou que o orçamento das pessoas segue pressionado pela inflação, pelo custo do crédito e pela perda de poder de compra.
Entre as pessoas jurídicas, a queda foi mais expressiva. No Rio Grande do Sul, o percentual de empresas com restrições caiu de 17,38% em maio para 16,26% em junho. Apesar da melhora, o estado ainda lidera o país em inadimplência empresarial, com taxa superior à média nacional de 11,5%, segundo a Assessoria Econômica da CDL Porto Alegre.

