A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, nesta sexta-feira (17), no Diário Oficial da União, uma resolução que atualiza os pisos mínimos do frete rodoviário de carga lotação no país. O reajuste, que substitui valores definidos em 2020, elevou os coeficientes por km rodado (CCD) em quase 100% e as taxas fixas de carga e descarga (CC) em até 132%.
O novo patamar de custos afeta desde caminhões leves de dois eixos até composições integradas, como bitrens e rodotrens de nove eixos. Em uma categoria padrão de transporte rodoviário, o custo de deslocamento para granel sólido em caminhão de cinco eixos saltou de R$ 3,3706 em 2020 para R$ 6,6983 em 2026, representando uma alta de 98,73%.
Para carga geral, o valor por km rodado para veículos de dois eixos subiu 94,05%, passando de R$ 2,0524 para R$ 3,9826. Já nas composições de nove eixos, o frete por km aumentou 94,59%, atingindo R$ 9,2027. O setor frigorificado ou aquecido também registrou forte aumento, com a taxa de carga e descarga para nove eixos fixada em R$ 1.067,06, um salto de 125,65%.

