O mercado brasileiro de viagens corporativas projeta faturamento de aproximadamente R$ 158 bilhões em 2026, segundo o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC). O setor registra expansão impulsionada pela mudança de foco das empresas, que passam a enxergar a mobilidade como parte da estratégia de gestão de pessoas, e não apenas como um centro de custos.
A transformação no setor reflete a nova visão das organizações. Antes, as decisões sobre viagens eram concentradas nas áreas financeiras. Hoje, o Recursos Humanos compartilha esse protagonismo, considerando fatores como bem-estar, produtividade e retenção de talentos. Carlos Roberto Prado, presidente do Grupo Tour House, disse que a preocupação atual é gerar resultado, e não apenas economizar.
Os números mostram o avanço dessa tendência. No primeiro trimestre de 2026, agências associadas à Abracorp movimentaram R$ 3,57 bilhões, um crescimento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Prado explicou que, embora o trabalho híbrido reduza viagens operacionais, ele aumenta a importância de encontros presenciais para integração e desenvolvimento de lideranças.
Outras mudanças incluem o crescimento do bleisure, que permite ao profissional estender a viagem para lazer. Contudo, Prado afirmou que o planejamento continua sendo o maior instrumento de economia. Ele comentou que políticas bem estruturadas reduzem despesas sem comprometer a experiência do viajante.
A inteligência artificial também redefine o setor, automatizando reservas e analisando comportamento. No entanto, Prado declarou que o diferencial permanece na união entre tecnologia e relacionamento humano, pois “Tecnologia resolve processos. Pessoas resolvem situações.”

