A Volvo descartou sua meta de expansão de vendas deste ano devido à forte deterioração do mercado chinês. A fraqueza no maior mercado automotivo do mundo afetou a rentabilidade da fabricante sueca no segundo trimestre, resultando em lucro operacional abaixo das projeções.
A montadora sueca, controlada pela Zhejiang Geely Holding Group, registrou lucro operacional de 826 milhões de coroas, equivalente a US$ 85 milhões, no período. As ações da companhia caíram até 11% em Estocolmo, marcando a maior queda intradiária desde fevereiro.
O CEO da Volvo, Håkan Samuelsson, declarou que o mercado está “bastante sombrio”. Ele explicou que a incerteza política e a forte retração do mercado chinês causaram uma queda mais rápida que a prevista. A empresa enfrenta desafios como a volatilidade na demanda por veículos elétricos e a guerra de preços.
Apesar do cenário, a Volvo comunicou que projeta “vendas significativamente mais fortes no segundo semestre”, apoiadas pelo crescimento na Europa e pela recuperação nos Estados Unidos. A empresa também anunciou um acordo com governos belgas que pode liberar até € 119 milhões em incentivos para sua fábrica em Ghent.

