O fundo de ações de energia XLE superou o United States Oil Fund (USO) em dez anos, retornando 146,29% contra 33,97% do USO. A diferença se deve à estrutura de cada ativo, que afeta o retorno em cenários de mercado.
O USO registrou alta de 70,32% no ano até 13 de julho de 2026, enquanto o XLE alcançou 28,64%, criando um gap superior a 40 pontos percentuais em sete meses. A alta do USO reflete o movimento direto do preço do barril WTI, que subiu de perto de US$ 60,04 no início do ano para US$ 114,58 em 7 de abril, devido a tensões no Estreito de Ormuz.
A diferença estrutural entre os fundos é um fator chave. O USO, como fundo de futuros, realiza rolagem de contratos. Em condições de contango, essa rolagem faz o fundo perder valor, mesmo quando os preços spot estão estáveis. Já o XLE detém empresas produtoras, transportadoras e refinarias que pagam dividendos e reinvestem lucros.
Em dez anos, o XLE retornou 146,29%, enquanto o USO retornou 33,97%, mesmo com o preço do petróleo mantendo uma faixa similar. O XLE possui participações em empresas como Exxon Mobil e Chevron, além de outras operadoras de *midstream* e refinarias.
Para exposição de longo prazo, a análise indica que o fundo de ações de energia oferece desempenho superior em métricas importantes. O fundo de futuros, contudo, permanece adequado para operações de curto prazo ligadas a eventos específicos do mercado.

