A Meta Platforms (META) justifica a manutenção de sua posição de compra com base em indicadores financeiros sólidos, como lucro líquido trimestral de US$ 26,77 bilhões e 3,56 bilhões de usuários diários. O analista aponta que a empresa transforma capital em caixa enquanto investe na próxima plataforma, sustentando a estratégia de investimento.
O primeiro fator de atração é a eficiência de custos estrutural na infraestrutura de Inteligência Artificial. A empresa está desenvolvendo centros de dados internamente, como o Hyperion, na Louisiana, que deve ultrapassar US$ 50 bilhões para uma instalação de 5 GW. Segundo declarações de executivos, o objetivo é obter vantagem estratégica na eficiência de construção de computação.
O segundo ponto reside nos motores de monetização que vão além dos anúncios. As impressões publicitárias cresceram 19% ano a ano, e o preço médio por anúncio subiu 12%. Além disso, o novo Model API da Meta custa 75% menos que concorrentes como OpenAI e Anthropic, indicando um novo vetor de receita em IA. A empresa também possui forte integração vertical, desenvolvendo silício customizado com Broadcom e firmando acordos com AMD e Qualcomm.
Apesar de a Realidade Labs ter registrado prejuízo de US$ 4,03 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o analista argumenta que a saúde financeira da companhia é robusta. O balanço, com dívida líquida sobre EBITDA de 0,471 e cobertura de juros de 71,48x, permite que a Meta absorva perdas que outras empresas não suportam, mantendo a tese de investimento ativa.

