A Justiça de Goiás converteu em preventiva a prisão em flagrante de um piloto acusado de transportar mais de 300 kg de cocaína em aeronave que pousou forçadamente em Itarumã. A defesa do acusado afirmou que ele desconhecia a natureza ilícita do material transportado.
O advogado de defesa, Luís Henrique Viana dos Reis, declarou que o piloto não tinha conhecimento sobre a carga, desconfiando apenas de produtos como canetas ou emagrecedores. Segundo Viana, o acusado não possui registro de antecedentes criminais, tem residência fixa e atividade remunerada lícita.
A defesa utilizou o conceito doutrinário de “mula do tráfico”, explicando que essa figura é alguém que presta serviço sem conhecer o proprietário da droga ou a organização criminosa. O advogado mencionou que tribunais superiores têm aplicado regime semiaberto diante da menor gravidade da inserção nas atividades criminosas.
Os familiares que prestaram socorro no local foram liberados pela Polícia Federal. O advogado informou que a defesa aguarda a distribuição do processo à comarca de Caçu para solicitar liberdade provisória ou um habeas corpus, sugerindo monitoramento eletrônico como alternativa à prisão.

