As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a sexta-feira com altas firmes, próximas de 20 pontos-base em alguns vencimentos, em um dia de aversão a risco nos mercados globais. A alta foi influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e ajustes técnicos no Brasil.
A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu 14,1% ao fechar, registrando uma elevação de 20 pontos-base em relação ao ajuste da sessão anterior, que era de 13,905%. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,585%, com alta de 17 pontos-base.
A sessão refletiu um movimento de fuga do risco (‘risk-off’) em escala mundial, com índices de ações em queda e o dólar avançando frente a outras moedas. Um fator de pressão foi a intensificação dos bombardeios dos Estados Unidos contra o Irã, que respondeu com ataques a bases norte-americanas na região.
No Brasil, a aversão a risco elevou o dólar frente ao real e impulsionou as taxas dos DIs. Apesar disso, um economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, comentou que, no acumulado de 30 dias úteis, houve forte alívio nas taxas, citando que o DI Jan27 recuou 42,2 bps.

