O diagnóstico de demência impõe um ônus financeiro significativo durante a aposentadoria, pois o sistema Medicare cobre apenas os aspectos médicos da doença. Os custos de assistência diária, como higiene e supervisão, são majoritariamente arcados por famílias, seguros privados ou Medicaid.
O Medicare abrange os cuidados médicos necessários, incluindo consultas neurológicas, testes cognitivos e internações hospitalares. Contudo, esses benefícios possuem limites. Em 2026, o cuidado hospitalar de internação tem uma franquia de Parte A de US$ 1.736 por período de benefício. Além disso, o Medicare não financia os cuidados de assistência, que definem os estágios intermediário e avançado da demência.
Os custos de assistência, como auxílio de cuidadores domiciliares e unidades de memória, ficam fora da estrutura de benefícios do Medicare. Na prática, esses gastos são absorvidos por poupanças pessoais, seguros de cuidados de longo prazo ou pelo Medicaid, após o esgotamento de ativos. O Medicaid se torna o maior pagador de cuidados em lares de idosos após o esgotamento de recursos.
Especialistas indicam que o planejamento financeiro deve ocorrer antes do diagnóstico. Após o surgimento de sintomas cognitivos, o seguro de cuidados de longo prazo se torna inviável, e o planejamento do Medicaid passa a ser um problema de retrospectiva de cinco anos. É fundamental avaliar políticas de cuidados de longo prazo enquanto a capacidade de subscrição ainda é possível.

