O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa comunicou ao Democracia Cristã (DC) sua desistência da pré-candidatura à presidência da República. A decisão ocorreu porque as condições que o ex-magistrado havia estabelecido para seguir na disputa não foram cumpridas, segundo relatos.
A pré-candidatura de Barbosa, apresentada pelo partido em maio, dependia de fatores como a “boa receptividade” do eleitorado e a existência de estrutura partidária para campanha, afirmou o ex-ministro em entrevista em maio. Após se aposentar do STF em 2014, ele havia retomado perfis em redes sociais, indicando que estudava a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto.
O presidente do DC, João Caldas, declarou não ter recebido comunicação oficial sobre o recuo. Caldas afirmou que Barbosa havia mantido a ressalva de que precisava de “mínima estrutura para seguir. Uma coligação, um possível apoio logístico”. O dirigente do partido disse que trabalhará até o prazo final das convenções, em 5 de agosto, para viabilizar a candidatura.
A escolha de Barbosa gerou desavenças internas no DC, especialmente com o ex-ministro e ex-deputado Aldo Rebelo, que permaneceu na disputa. Enquanto isso, pesquisas recentes indicavam que Barbosa registrava 1% de intenção de voto, conforme dados do Quaest e Datafolha.


