Os preços de importação dos Estados Unidos subiram 0,3% em junho, conforme dados do Bureau of Labor Statistics (BLS). O aumento ocorreu apesar da queda nos custos de energia, e os bens provenientes da China registraram o maior avanço mensal desde janeiro de 2008.
Na comparação anual, os preços de importação avançaram 7,1%, marcando a maior alta desde agosto de 2022. Economistas previam queda, mas o relatório apontou que a expansão da infraestrutura de inteligência artificial pressiona custos de computadores, semicondutores e periféricos. Máquinas industriais e de serviços também impulsionaram os custos, compensando a baixa de 0,4% em combustíveis e lubrificantes.
A China registrou alta de 0,9% nos preços de importação em junho, o maior avanço mensal desde janeiro de 2008. Em 12 meses, a alta foi de 1,3%. Paralelamente, os preços de exportação para o país asiático caíram 0,2% em junho, mas acumulam alta de 7,4% em um ano.
O Federal Reserve (Fed) enfrenta o desafio inflacionário. O presidente do Fed, Kevin Warsh, declarou que os dados de junho não indicam que o trabalho do banco central para atingir a meta de 2% esteja concluído. As presidentes de Fed de Dallas e Cleveland sugeriram que a política monetária deve permanecer restritiva para conter o aumento de custos.

