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Economia

Petróleo sustenta bolsa, mas eleva risco inflacionário e de juros

Carla Fernandes
Última atualização: 17 de julho de 2026 23:20
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A alta do preço do petróleo ajudou a sustentar a bolsa brasileira na sexta-feira (17), mas elevou os riscos de inflação, juros e câmbio, segundo Hugo Garbe, economista-chefe da G11 Finance. O Ibovespa fechou perto da estabilidade, enquanto o dólar comercial subiu 0,25% para R$ 5,111.

Garbe afirmou que o desempenho das companhias de petróleo e gás, notadamente a Petrobras, limitou os efeitos da aversão ao risco gerada pelo cenário internacional. Ele explicou que o incremento do preço do petróleo gera um efeito colateral na economia global: a inflação, pois eleva custos de combustíveis, transportes e produção.

A tensão no Estreito de Ormuz, que concentra cerca de 20% da oferta mundial de petróleo e gás natural liquefeito, é apontada pelo Ipea como um risco para a inflação brasileira em 2026. Garbe declarou que uma alta persistente da commodity pode levar à revisão das expectativas de juros globalmente. A G11 Finance trabalha com o dólar em faixa de até R$ 5,19 ou R$ 5,20, mas essa faixa pode mudar em cenários mais beligerantes no Oriente Médio.

Além do fator internacional, o economista citou riscos internos, como a expansão fiscal no segundo semestre, que pode dificultar a redução dos juros. Por isso, a G11 Finance projeta a manutenção da taxa básica de juros até o fim de 2026, pois a insegurança inflacionária exige que o Banco Central permaneça ortodoxo.

TAGGED:bolsa brasileiraDólarEconomiaInflaçãoJurosPetróleo
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