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Meio Ambiente

Extinção de espécie gera risco de coextinção de outras

Carla Fernandes
Última atualização: 17 de julho de 2026 23:40
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A extinção de um morcego pode causar a coextinção de até cinco espécies de moscas altamente especializadas, segundo estudo recente. A pesquisa aponta que a perda de organismos invisíveis ameaça a rede de vida do Cerrado, bioma com 363 espécies ameaçadas, conforme o ICMBio.

A natureza opera por uma rede complexa de relações, muitas delas não visíveis. Pesquisadores demonstraram que a extinção de um morcego pode provocar, automaticamente, o desaparecimento de até cinco espécies de moscas que dependem integralmente desse hospedeiro. Esse fenômeno é chamado de coextinção, onde o fim de uma espécie gera o fim de outra por dependência.

A avaliação do ICMBio sobre o Cerrado indica que 363 espécies da fauna do bioma estão oficialmente ameaçadas. Dessas, 64 estão na categoria “Criticamente em Perigo”, estágio anterior ao desaparecimento. Os números oficiais, contudo, podem subestimar as perdas indiretas, pois as listas avaliam espécies isoladamente, ignorando as conexões ecológicas.

O Cerrado, conhecido como a “caixa d’água do Brasil”, enfrenta pressão crescente do avanço agrícola e da fragmentação. O problema é que muitas perdas ocorrem silenciosamente. Apenas um terço das espécies conhecidas teve suas relações parasitárias pesquisadas, indicando que a biodiversidade desconhecida pode estar sumindo antes de ser descoberta.

TAGGED:BiodiversidadeCerradocoextincaoconservaçãoecossistemaextinção
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