O governo brasileiro planeja encerrar os subsídios aos combustíveis assim que os preços internacionais do petróleo atingirem um patamar mais estável, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta sexta-feira (17). A equipe econômica monitora o conflito envolvendo o Irã e manterá medidas de apoio enquanto houver incertezas no mercado de energia.
Durigan declarou que a intenção do Executivo é encerrar a subvenção quando o preço do petróleo recuar, reforçando que este é um compromisso do governo. O ministro ressaltou que o cenário permanece volátil, exigindo acompanhamento constante, pois os desdobramentos de conflitos podem gerar efeitos positivos para a arrecadação, mas também pressionar setores da economia brasileira.
Segundo o ministro, uma alta no preço do petróleo pode aumentar a entrada de recursos via royalties e tributos. Contudo, Durigan explicou que a resposta do Executivo não será guiada apenas pelas contas públicas. Ele apontou que o aumento dos combustíveis afeta a atividade econômica, elevando custos de transporte e prejudicando cadeias produtivas, citando riscos como paralisações de caminhoneiros e dificuldades no escoamento da safra.
O ministro reiterou que a equipe econômica continuará buscando a melhora das contas públicas até o final do ano. A estratégia visa preservar o compromisso fiscal sem negligenciar a atuação para reduzir os prejuízos causados pela volatilidade do mercado de petróleo.

